Arquitetura e escalabilidade
O que foi construído aguenta o próximo cliente — e o próximo zero? Acoplamento, pontos únicos de falha, multi-tenância e o que quebra primeiro sob carga.
Avaliação independente do produto e da engenharia de uma startup, em dez dimensões, conduzida por quem foi responsável técnico pelas propostas técnicas de investimento de um dos maiores centros de inovação do país — catorze aportes, do lado de quem decide. Para o investidor que precisa saber o que está comprando, e para o founder que prefere descobrir antes que alguém descubra por ele.
O que foi construído aguenta o próximo cliente — e o próximo zero? Acoplamento, pontos únicos de falha, multi-tenância e o que quebra primeiro sob carga.
O que precisa ser refeito, com prazo e custo estimados. Separado do que é apenas feio e pode conviver por mais dois anos sem prejuízo.
Modelo de dados, qualidade do que é coletado, custo por execução e grau de dependência de um fornecedor de modelo que pode mudar preço ou política.
Exposição real: superfície de ataque, gestão de segredos, controle de acesso, dados pessoais tratados sem base legal. Não é preenchimento de checklist.
Custo por cliente e sua curva, previsibilidade da conta, aprisionamento em fornecedor e quanto disso é reversível.
Integração contínua, testes, observabilidade, cadência de entrega. Times sem isso entregam rápido no começo e param no meio.
Quem sustenta o produto se uma pessoa sair amanhã. Concentração de conhecimento, senioridade real e dependência de terceirizados.
O que foi construído contra o que está sendo vendido. A distância entre as duas coisas é a dívida comercial que ninguém registra.
Licenças incompatíveis com uso comercial, código escrito por terceirizado sem cessão, dependências abandonadas e contratos que seguem o produto.
O que foi prometido ao mercado cabe no time que existe, no prazo que foi dito. Quase nunca cabe — a pergunta é de quanto é a diferença.
Cada achado com severidade, impacto no negócio e custo estimado de correção. Escrito para ser lido por quem decide investimento, não só por quem escreve código.
O resumo que vai para o comitê: o que impede, o que preocupa, o que é aceitável para o estágio da empresa.
Conversa ao vivo sobre os achados, com espaço para as perguntas que o relatório não antecipou.
Uma avaliação que já chega com proposta de execução embutida tem incentivo para encontrar problema. Esta termina quando o relatório é entregue e discutido. Se depois disso fizer sentido contratar execução, isso é outro contrato, negociado do zero — e você fica livre para contratar qualquer um, inclusive outra pessoa.
Sem isso o prazo não se sustenta — e uma diligência feita só com o que aparece na apresentação não vale o que custa.
Código, histórico e issues. O histórico costuma dizer mais que o código.
Conversa técnica, não apresentação comercial.
Custo real, não estimativa. É onde a arquitetura se revela.
De preferência antes do primeiro acesso, por todas as partes.
Me diga qual é a startup, em que estágio ela está e qual decisão depende dessa avaliação. Respondo com prazo disponível e o que preciso de acesso.